Verdade. De países diferentes e de localidades portuguesas de norte a sul do país. Apesar de muitos serem já nossos conhecidos, continuamos a travar conhecimento com uma espécie que outrora se ouvia falar tanto mas que muitos não haviam experimentado: o camarão de Monte Gordo. Hoje é exportado para França e outros países sendo cada vez menos valorizado na sua origem. De tamanho médio, é, como o nome indica, algarvio. Veste-se de um rosa claro, com laivos de cinzento. Discreto, portanto, se não fosse pelo seu traço distintivo: uma pincelada de azul na ponta da cauda que é a prova imediata que estamos perante este nativo do sul do país.
A melhor forma de retirar dele todo aquele sabor a mar é comê-lo ao natural, apenas com sal, mas com uma particularidade em relação a outras espécies: deve ser servido morno, o que torna a sua carne macia e facilita o retirar da casca. Como acontece com todos os seus outros irmãos e primos, a cabeça concentra todos os aromas e sabores e não deve nunca por isso ser negligenciada.
Camarões há muitos mas há uns que é mesmo um prazer continuar a conhecer.
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