Chamam-nos países-irmãos. E somos. Por motivos históricos, sim, mas também por outro tipo de aproximações: culturais, sociais e, claro, gastronómicas.

A influência portuguesa nos sabores brasileiros é bem conhecida mas, indo um pouco mais longe, o III Congresso Internacional de Gastronomia e Ciência de Alimentos, a realizar em Maceió entre 28 a 30 de Novembro de 2018 (promovido pela Faculdade de Tecnologia de Alagoas), tem como tema central este ano o Património, Valorização e Legalização da Pequena Produção. Um tema vasto mas absolutamente fundamental nos dias que correm e para o qual vai contribuir o testemunho de Nuno Nobre, gastrónomo e especialista na criação de valor em produtos e recursos locais.

Numa edição que tem como objetivo a identificação de alimentos “nativos” (como se diz no Brasil) além da investigação das tecnologias tradicionais e novas técnicas de preparação culinária, é essencial ter a presença de um especialista português abalizado para fazer a ponte entre os dois países no que respeita à gastronomia.

Com um público que inclui profissionais privados, académicos, investigadores e estudantes, Nuno Nobre irá falar da essência da gastronomia portuguesa – e da forma como esta influenciou a brasileira – e irá apontar os pontos fulcrais onde ambas se tocam. A importância dos pequenos produtores também servirá de mote para o debate.

Motivos mais que suficientes para acompanhar de perto, in loco ou à distância, um congresso internacional que tem como essência sublinhar aquilo que une dois países que têm muito mais em comum que a língua.

Mais informações: www.cigca2018.com.br ou www.nunonobre.com